O amor …
É um ser sombriamente sábio
e grosseiramente magnífico.
Sabe demais para ser céptico,
é demasiado fraco para ter o orgulho dos estóicos!
Entre dois seres paira sem saber
se reagir ou descansar!
Não ousa considerar-se
nem Deus nem fera!
Hesita em preferir
o espírito ao corpo;
só para morrer nasceu!
Só para errar raciocina!
A sua razão é igualmente ignorante!
Quer pense pouco ou demasiadamente…
Um caos de pensamento e de paixão
De raiva e de querer …
De dor e de sofrer …
De riso e de prazer … tudo misturado…
A si mesmo agrada e desagrada.
Existindo meio para as alturas, meio para a profundeza!
Magnífico senhor de todas as coisas…
… e contudo a todas preso!
Juiz único da sua verdade,
atirado para o erro sem fim!
Glória !
E mesmo assim enigma do mundo!!!

